A poesia sem pele de Lau Siqueira

A poesia sem pele de Lau siqueira

Todos nós sabemos da dificuldade da crítica

em acompanhar os avanços do fenômeno poético

no tempo e no espaço da vida criativa brasileira.

Particularmente, sou categórico, não acredito em critica em

que aja vinculo entre o critico e o poeta.

sendo uma recorrência da poesia contemporânea

na qual amigos só escrevem sobre os “amigos”.

E realizam uma critica de fast food,

Assim como não tenho fé em concurso de poesia

onde encontramos membros da comissão julgadora

com o premiado brindando nos bares da vida a “ética e a linguagem”

E sob a temperatura do brinde anunciam a poesia campeã.

Outra fatalidade que assombra nossos concursos.

Corro risco ao escrever sobre a “Poesia Sem Pele

“me acostumei

mirar de frente

os precipícios”

Trata-se do quinto livro de poesia do poeta Lau Siqueira.

Nascido em jaguarão – RS, radicado

há anos na Paraíba.  no entanto,

o poeta constrói uma poética

com uma simplicidade monumental.

Uma poesia marcada pelo minimalismo pujante

tornando-se um jogador de formas e sensações.

Hábil pesquisador de historias não vividas.

Sentida na pele, irrompendo o osso da palavra.

Cada pele tem sua memória e sua inscrição.

Escreve poemas

que busca na palavra a dimensão do átomo

o silencio extremo/por detrás de cada fato.

A poesia de Siqueira escapole ao bizarro,

ao excesso da experimentação, não se entrega de imediato,

portanto, vai logo no ponto, ao “útero da pele”

invade a superfície do Eu poético

com seu tom econômico e sucinto,

traz tatuado uma mensagem poética

portadora de inúmeros códigos

mastigando palavras sem medo de transbordar.

Constrói sua obra numa tecelagem geográfica erguida

entre Paraíba e Porto Alegre, habita o estado em que,

o que lhe encanta são as invisibilidades.

“Isento das alegrias fúteis e tristezas dispensáveis”.

Poesia Sem Pele, vive o desamparo das horas,

esculpida no corpo da linguagem, tecida sob o signo do abismo

talhada sobre o corpo da escrita

que conhece a travessia da insônia.

Através do osso do oficio: a letra em carne crua.

Dialoga com Bandeira em seu verso de critica social:

fala da fome do homem: fome que não é só de comida.

Poesia Sem Pele, entende a idade do mundo:

“viver implica sentir profundo a delicadeza”

Assim como o pássaro está alem do pássaro,

O poeta não está alem do homem, ambos usam máscaras

e jogam com os  artifícios da existência. Em analogia constata:

O poeta é o lobo do homem, poeta talvez, seja a presa da poesia.

Neste confronto até a última silaba. Sente a tempestade colhida.

Sobre a escritura da pele, guarda memória de instantes invisíveis.

Citado por críticos e escritores em diversos estados e até fora do país, Lau Siqueira tem poemas traduzidos em diversos idiomas. Foi um dos poetas publicados Na antologia “Na virada do século – poesia de invenção no Brasil”, lançada pela Editora Landy (SP),

Neste seu recente livro que vem lançando nas maiores capitais do Brasil,

Poesia Sem Pele, se expõe, na certeza de que a vida baila em disfarces

Babilak Bah

2 Respostas para “A poesia sem pele de Lau Siqueira”

  1. Obrigadíssimo pelo generoso texto, amigo. Um abraço!

  2. marlypoprua Says:

    Babilak vvc é transcedente*
    É Prazer te conhecer no compasso do FB. só rola santo forte!
    Marly machado

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