O caso do ator Alexandre de Sena agredido por policiais em Blumenau.

O caso do ator alexandre de Sena,

que foi agredido na cidade de Blumenau por policiais militares,

este fato tem que ser visto de maneiras menos simplista e ingênua.

Refletindo sobre os comentários de seus amigos no mural do Facebook do artista,

fica claro identificar a indignação das pessoas que admira seu trabalho.

na leitura se ler:  “Meu querido”, “beijinhos” ” uma figura tão doce”, “gentil”

 “estou sem palavras”. – Muitos não acreditam no fato, no ocorrido.

Na realidade, estamos diante de uma situação política, bastante séria, grave!!

estamos perante de um assunto que é necessário ser debatido

em toda instancia da sociedade: ” O racismo brasileiro”

Agora imagine, o comandante da Polícia Militar de Blumenau – Cláudio Roberto Koglin – afirmou que os policiais que agrediram Alexandre de Sena não serão afastados do trabalho, por não se tratar de uma situação de tamanha gravidade!!!!!!!

Estamos diante de um comentário absurdo.

O pior que esta situação se repete por séculos em nosso pais.

nunca tem gravidade agredir um negro. A impunidade segue.

Considero bastante relevante toda esta manifestação de apoio

ao multi artista Alexandre de Sena.

entretanto quero ressaltar que esta é uma situação corriqueira no Brasil contemporâneo.

Não fico surpreso com tal cena, apesar que fico constrangido com esta tragédia moderna que atinge milhões de negros,

sejam artista consagrados, anônimos ou cidadão comum.

A cada segundo um negro é agredido em shopping,

igreja, nas ruas, na escola e no ônibus.

O racismo é um “fato brasileiro”. muitos ainda negam.

Espero que tal episódio como este (infeliz e degradante),

sirva para promover uma reflexão profunda entre nós –

na sociedade e no mundos das artes.

Conheço Blumenau, estive lá nos anos 90

sei da fúria e da ira de alguns babacas separatistas de lá,

assim como de outros lugares do país.

Adoro Belo Horizonte. Mas aqui também,

já fui agredido por policiais numa manhã de domingo há 23 anos,

recém chegado de João Pessoa,

quando me dirigia à feira hippie quando a mesma acontecia na praça da liberdade.

Alexandre conheço sua dor e sua tristeza do momento.

Força e um abraço.

Babilak Bah

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