Numa primeira turnê internacional.

Numa primeira turnê internacional de um artista independente requer muito preparo, fôlego e disposição.

Quero destacar alguns pontos que acho importantes no processo de divulgação do artista e de sua arte pelo velho mundo:

Primeiramente é necessário simbiose e cumplicidade,

no grupo envolvido nos detalhes da viagem no sentido de estabelecer um ambiente agradável que favoreça o cumprimento do planejamento, desta forma, possibilite que os mesmos atinjam os objetivos e abracem novas conquistas.

Segundo estar atento a tudo e a todos ao nosso redor, atenção redobrada para não sermos pego de surpresa e ficarmos em situações desagradáveis, que tal acontecimento não venha comprometer o desenvolvimento da viagem, essencialmente o trabalho artístico, sobretudo sua divulgação e expansão. Alias este é o sentido fundamental de uma turnê – tornar conhecido uma linguagem artística em outro território.

Terceiro, estarmos acompanhados  das pessoas certas, seja músico ou produtor. Eis um detalhe de valor absoluto numa turnê: As parceria que estabelecemos antes da viagem. Também o artista ter o minimo de conhecimento de línguas estrangeiras e ter seus objetivos claros durante seu processos de viagem. Eis uma experiência artística que deve ser encarada com profissionalismo e o maior grau de seriedade, aqui não há  espaço para amadores, tanto artistas como produtores.

Quarto, apoio governamental e de alguma entidade relacionada com sua atividade artística, No meu caso específico, conto com o apoio do governo de Minas Gerais e da entidade do fórum da musica/MG, sem a tal colaboração minha turnê seria quase impossível. No momento está desenvolvendo meu trabalho pela Europa, promovendo a ampliação de mercado para a musica brasileira. com isto, mostrando um Brasil diferente, diversificado, para alem dos esteriótipo, tendo a oportunidade de revelar uma subjetividade artística.

INVESTIMENTO DE ALTO E RISCO A TODO INSTANTE:

Até o exato momento a viajem tem sido só satisfação, tudo tem transcorrido com tranqüilidade,

quando surge alguns imprevisto tudo é resolvido com paciência e no tempo preciso, com a colaboração da equipe de produção do instituto Quórum e o pessoal do espirito mundo.

Conto ainda com a colaboração de meu amigo Johnny Herno, parceiro, um excelente musico, portador de um talento exuberante, um caráter repleto de dignidade, um sujeito diferenciado, um artista empreendedor: Indivíduo que investe no futuro de sua arte e na visualização de novas possibilidades, sempre crente e positivo, mesmo quando a paisagem apresenta uma ranhura no horizonte.

Cada país ou cidade que visitamos, um desafio e um novo aprendizado.

sempre encarado com humor e possibilidade de superação.

Nossa adaptação foi imediata aos lugares.

As comidas, a cultura, a paisagem rural ou urbana, sua gente.

Fomos acolhidos com carinho em todos lugares e com muito respeito a nossa arte,

Sempre que aterrizamos e um terreiro europeu

nos sentimos um extraterrestre, mas nunca descriminado ou ignorado

nunca sentimos qualquer onda de preconceito, mesmo que muitas vezes o olhar seja de estranhamento

mas ninguém escondendo bolsas ou dando risadinda com qualquer aspecto físico nosso.

Estivemos em dialogo com cozinheiros, enfermeiros, professores, técnicos de som,

produtores, farmacêuticos vendedores ambulantes, crianças. lojas de musicas, hotéis e com dois brasileiros que encontramos no metrô.

Presenciei a força da cultura Européia e como também devoram outras culturas,

como se alimentam de muitos símbolos, como presam pela correção, atentos aos detalhes,

sensíveis. A ordem aqui está na ordem do dia.

Paris cidade de beleza no céu e estranheza em suas ruas.

já em Paris posso dizer a cidade é um monstro iluminado, perfumado,

decorada com muitos adereços, marcos históricos. Uma cidade com muitas cenas e situações.

O metrô um transporte comum a todos, corta a cidade como uma serpente,

veículo de alto nível, em instante um cidadão atravessa a cidade na velocidade

quase da luz. Aqui cometo um exagero, mas sem importancia

Suas mulheres, altas, magras, olhos de lince.

Em Paris, me deparei com uma Africa Parisiense,

um mundo francês com muitos dialetos.

Podem achar que é loucura, mas vi Maomé em Château Rouge,

vi Vodu, Shiva, Orixás. Culturas e línguas diferentes. Salamaleico.

Esbarrou no meu ombro um homem todo de preto.

Lojas igual aquelas que vendem artigos  de umbanda no Brasil.

Temperos, instrumentos, incenso, museus de cera e do louvre.

Mulheres de todo mundo cobertas com muitos mantos.

moças igual da Guaicurús, rua da areia e cabaré chic.

Vivo um desafio a cada dia, um aprendizado a todo instante,

aprendo uma língua e uma cultura.

Percebo a olho nu e vivo na pele: é necessário termos coragem

para fugirmos da nossa mediocridade cotidiana e saltarmos aos olhos do mundo.

Sinto-me uma criança dando os primeiros passos.

Descobri que o mundo é adulto.

O iluminísmo também guarda suas trevas.

Obs: Próxima resenha sobre a experiência em Madri.

Passeando pelo museu louvre.

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