Três reflexões sobre a amizade:

foto: Eduardo Martins

Três reflexões sobre a amizade:

Para o filósofo Agabem no livro: O que é contemporâneo e outros ensaios.

O pensador dedica um capitulo inteiramente o tema da amizade.

Neste encontramos, muita vozes de filósofos sobre esta questão e cita Aristóteles:

aquele que tem muitos amigos não tem amigo nenhum”

Agabem se aprofunda no tema e afirma: A amizade não está atrelada à intersubjetividade; não é uma relação entre sujeitos – capazes de contratar entre si e, por meio disso, delimitar uma identidade e a fundação de uma societas – mas é uma des-subjetivação do coração mesmo na sensação mais intima de si.

A amizade se atém ao próprio fato da existência.

E o filosofo segue declamando durante o percurso do livro:

A amizade é a condivisão que precede toda divisão, porque aquilo que há para repartir é o próprio fato de existir, a própria vida. E é essa partilha sem objeto, esse com- sentir originário que constitui a política.

É preciso distinguir a amizade fundada sobre a utilidade ou sobre o prazer da amizade virtuosa.

Será que a amizade é uma comunidade ou comodidade para parasitas?

Mas é sabido que os homens convivem não como para o gado que condividem o pasto.

Em outro livro: “Conversa sobre o tempo” Luis Fernando Veríssimo & Zuenir Ventura amigos há mais de vinte anos interrogado sore o valor da a amizade pelo jornalista Artur Dapieve; ambos chegam a conclusão: A amizade para mim pelo menos é um dos melhores sentimentos. Muito mais forte inclusive do que o amor. E afirma categoricamente: A amizade não tem ciumes, não tem clássula de exclusividade, não tem a ditadura da libido.

E o próprio Zuenir corrige não tem ciúmes em termos; e diz: mas tem amigos ciumentos.

E os dois escritores segue um capitulo dedicado ao exercício da amizade refletindo sobre família, paixões, politica e morte.

Quando você constrói uma amizade, ela perdura. Pode acabar uma historia de amor e continuar uma amizade.

Aqui bem próximo de nós, deparamos-nos com outro pensador sobre a temática. Na canção “Onde Deus Possa Me Ouvir” o compositor,Vander Lee deságua todos os seus desenganos no mundo atual.

O artista faz uma reflexão severa e bastante ácida sobre a vida e o valor da amizade.

Numa melodia triste e melancólica que nos faz chorar. O cantor de maneira amarga e muita suavidade nos coloca cara-a-cara com os problemas  da sociedade contemporânea  e canta: “mas a vida anda louca
 as pessoas andam tristes”

“Porque se agridem/ Se empurram pro abismo/
Se debatem, se combatem sem saber.

Fica notório que o artista se alinha com grandes pensadores que se debruçam sobre os incômodos do mundo e as questões sublime da existência.

Contrariando as palavras do rei: “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”, Lee canta: “Os meus amigos são amigos de ninguém

Quem tiver um amigo que guarde bem guardado dentro do peito.

Disse Bituca.

Babilk Bah. 

Uma resposta para “Três reflexões sobre a amizade:”

  1. É Babilak, amigos é iguaria fina – para poucos.

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