Não tenho tempo para as coisas mornas.

Com o olho sempre intenso

Debruço as mãos sobre ti

Me recolho em alta temperatura

Prefiro me queimar na fogueira

E afugentar o gelo…

( Não nego o que o desejo queira )

Abraço com ardor o que escolho

O mar que adentro

O  avião que me acolhe

Vibrante, me afogo em nuvens

Uivo como cão abandonado

Permaneço em meu silêncio

Coleciono a dor dos apaixonados

Trago a paixão ate nos dentes

Não faço vôo pela metade

E nem navego pelas beiradas

Gosto de mergulho

Tropeço em arranha-céus

Dialogo com paralelepípedo

Atravesso os entulhos

Escolho os meus precipícios

Invado o baile das intensidades

Não tenho tempo para Banho-maria

Não suporto coisas mornas.

Guardo o coração em fornalhas…

Babilak Bah


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