Uma experiência inter-semiotica com a loucura.

Uma experiência inter-semiotica com a loucura.

Durante quase uma década desenvolvi um trabalho de arte-educação com pessoa portadoras de sofrimento psíquico junto a secretaria municipal de saúde da prefeitura de Belo Horizonte, trabalho este que extrapolou as salas do Centro de Convivências e deu origem a outros desdobramentos como o Grupo musical Trem Tan Tan, a Mostra de Arte Insensata, contribuindo também com o projeto Loucos Pela Diversidade – da diversidade da loucura à identidade da cultura – junto ao Ministério da Cultura na Oficina Nacional de Indicação de Politicas Públicas Culturais para pessoas em sofrimento mental e em situação de risco social que estabeleceu uma agenda nacional para discutir o papel da cultura na humanização do tratamento psiquiátrico no Brasil.

Como consequência desse meu trabalho sobretudo pelo meu envolvimento politico cultural, comecei a fazer intercâmbio com alguns grupos e profissionais do campo saúde mental brasileira, entre eles: TV Pinel do Rio Janeiro, Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira de João Pessoa – PB, com os profissionais do Manicômio Judiciário da Bahia, Festival da loucura de Barbacena, o Projeto Cultural Loucos por Musica, também com profissionais e artistas  espalhado pelo país com interesse no cruzamento estético entre clinica social e linguagem artística.

No inicio de 2012, o método de trabalho realizado por mim na Secretaria de Saúde da PBH desenvolvido em dois Centros de Convivência foi premiado pelo Instituto Itaú Cultural no Rumos Educação, Cultura e Arte, como um método de trabalho bem sucedido e inovador.

Recentemente recebi um convite e o desafio da faculdade católica de Uberlândia ( www.catolicaonline.com.br/)  Convite partiu da coordenadora da Pós Graduação em Saúde Mental, Mariana Pelizer de Albuquerque. Dando-me a missão de pensar o fazer clinico perpassado pela arte e ministrar uma palestra e oferecer uma oficina no intuito de mostrar as possibilidade criativas do portador de sofrimento psíquico para uma turma de pós-graduação em psicologia.

Neste sábado estarei em Uberlandia ministrando a palestra/oficina: “Uma Experiência Intersemiotica com a Loucura”. A oficina será em um curso de pós graduação, com a presença de psicólogos, educadores fisicos, médicos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros. Isto preparando profissionais para trabalhar dentro de um espaço criativo (oficina terapêutica) com pessoas com sofrimento psíquico ou pessoas em situação de risco social. Vou Trabalhar a exploração de som, criação poética, ludicidade, improvisação e sobretudo falar de minha experiência com loucura e as possibilidade de inclusão com a arte.

Veja o cronograma:

a) Apresentação:

Falar do meu processo de formação, origem e como cheguei no campo da loucura.

 b) Politica antimanicomial

Falar de como se estrutura a politica antimanicomial em Belo Horizonte

 c) Metodologia

(Oficina experimental lúdica de sons e movimentos)

d) Resultados

Apresentar e discutir os resultados psicossocial e os produtos que as oficinas culturais dirigidas por mim possibilitaram:

http://palcomp3.com/tremtantan/

 e) Encontros com pessoas notáveis

Fazer uma abordagem do encontro entre o artista e a  loucura e os personagem que encontrei nessa travessia no atravessamento entre clinica social e estética.

f) Som, imagem ruídos da loucura

 Mostra de fotos de pessoas que participaram das oficinas e trabalhos poéticos visuais e sonorous.

g) Oficina

Apresentar as possibilidades criativas numa oficina para portadores de sofrimento psíquico oferecida para profissionais que desejam trabalhar com saude mental.

h) Avaliação:

Avaliação dos Pos-graduando do trabalho abordado na oficina uma experiência intersemiotica com a loucura.

Referências bibliográficas:

 – Loucura e sociedade

discursos praticas e significaçnoes sociais (Isabel Christina Fricher Passos)

– Arte, clinica e loucura

Território em mutação (Elizabeth Araújo Lima)

– Saude mental e arquitetura

Espaço e Ambiente no Processo Terapêutico (Maribel Azevedo Mendes Nogueira)

Rua como espaço clinico

Acompanhamento terapêutico (Equipe de Acompantes Terapêuticos do Hospital Dia A CASA)

O HOMEM E SEU ESPAÇO VIVIDO (Gisela Pankow)

O CORPO EM OFF (A doença e as praticas psi na pediatria hospitalar)

– A literatura da urgência – Lima barreto no domínio da loucura – (Luciana Fidalgo)

– Arte, cura, loucura – Uma trajetória à identidade individual (Silvia Anspsch)

Politica de saúde mental de Belo Horizonte – O cotidianano da utopia

Lima dos vivos –  Cemitérios dos vivos

Cantos dos malditos (Austregésilo Carrano Bueno0

Uma mente inquieta (Kay Redfield Jamison)

CADERNO DE TEXTOS – II CONFERENCIA NACIONAL DE SAUDE MENTAL – Cuidar sim, excluir não

Atenção em saúde mental – (1a Edição SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS Belo Horizonte, 2006)

Babilak Bah – Artista do ruido, poeta e arte-educador

Video realizado na oficina de literatura:

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