A chegada em Conceição de Coité – BA

Durante a infância participar dos festejos juninos na Paraíba:
uma emoção inaugural entre zabumba, triangulo e sanfona.
Nos anos 80 no Recife fui arrastado pelo Maracatu e pelo Frevo.
Perdi a cabeça quando me deparei em Olinda com o Afoxé Alafin Oyó.

Fiquei emocionando com os Filhos de Gandhi pelas ruas de Salvador.
Sair atrás do Ilê Aiyê no Bairro da liberdade
foi um emoção ao ver um mundo negro em sua alta expressão de vida.
Dançar, pular na festa do Bonfim, uma sensação sem nome.
Ter visto os comícios pelas “Diretas Já“,
um acontecimento de encher os olhos de lagrimas.
Ter andado pela primeira vez na cidade de Ouro Preto,
foi um soco nos olhos, fiquei cego de tanta beleza.
 
Ter visitado a semana passada a cidade de Conceição de Coité,
vivi e senti algo bem semelhante,
as lagrimas vieram abaixo com choro e soluços;
diante de tanta beleza, emoção e musicalidade.Vivi uma situação que não sei nomear¡¡¡¡¡

“Tu que andas pelo mundo (sabiá)
Tu que tanto já voou (sabiá)
Tu que cantas passarinho (sabiá)
Alivia minha dor
Tem pena d’eu (sabiá)

E assim, me contentei com minha dor e contemplação.

A chegada em Conceição de Coité – BA

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