Uma flor que rompe o asfalto: a loucura como (r)existência

Uma flor que rompe o asfalto: a loucura como (r)existência

Amanha estarei em viagem para João Pessoa com o objetivo de participar de dois trabalhos na capital paraibana. Primeiro: para realizar a residência artística e interação estética que venho realizando desde de março para os estudantes de circo e teatro do Cento Cultural Piolin com o apoio do Ministério da Cultura – Funart. Segundo: para ministrar outra oficina, “Uma Experiência Inter-semiotica com a Loucura“ que acontecerá do 22 a 23 na VI Semana de Luta Antimanicomial.

Oficina: “Uma Experiência Intersemiotica com a Loucura” vai acontecer na Universidade federal da Paraiba – UFPB será destinada para trabalhadores da área de saúde, estudantes de psicologia, trabalhadores dos CAPS e do complexo psiquiátricodia Juliano Moreira na qual pretendo abordar as possibilidades criativas com esta clientela, tanto para artistas, como para profissionais da saúde na perspectiva de trabalhar dentro de uma oficina criativa com inúmeros signos com pessoas com sofrimento psíquico. Na exploração de som, criação poética, ludicidade, improvisação e sobretudo, falando de minha experiência com loucura e as possibilidade de inclusão social com a arte.

A Semana da Luta Antimanicomial nasce da vontade do Coletivo Canto Geral, formado por estudantes de psicologia, em provocar a discussão acerca da temática da Reforma Psiquiátrica no curso de Psicologia da UFPB.

Este ano, a ação tem como tema “Uma flor que rompe o asfalto: a loucura como (r)existência”. Na programação estão previstas apresentações teatrais e musicais, rodas de diálogo, além de mesas, oficinas e intervenções urbanas.

O movimento busca estimular a percepção de que a luta antimanicomial é um movimento de resistência, onde serão discutidos seus avanços e desafios, além das possibilidades de criação e reinvenção de espaços da saúde mental enquanto um lugar de potência referente ao cuidado e ao acolhimento dos sujeitos que existem e estão no mundo à sua maneira.

FOTOS: estas foram tiradas quando estive em 2010 ministrando uma oficina no Juliano Moreira.

Babilak Bah.

 

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