Embusca do “Ser Tão” profundo.

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Em busca do “Ser Tão” profundo.

“Ver bem não é ver tudo: é ver o que os outros não veêm”.

(“A bagaceira” do escritor paraibano José Américo de Almeida

escrito 50 anos antes do  “Grande: Sertão Veredas” de João Guimarães Rosa)

No Grande: Sertão Veredas” João Guimarães Rosa, afirma: “O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Há 26 anos, ainda na década de 80, fui atravessado pelo sertão paraibano, no intuito de me entender enquanto Paraiba. Realizei a travessia povoado por quetões existenciais, motivado por pensamentos que buscava respostas para os meus tumultos. De outro modo, fazendo-me seguir uma rota que me propocionava descobrir acontecimentos extraordinários e situações inusitadas. Esta viagem me marcou profundamente, uma experiência inesquecível, uma vivencia que nunca foi esquecida da memória, vivi intensamente esta passagem por várias cidades sertanejas, apresentando-me um outro mundo. Nesta jornada tive um vislumbre: senti a presença do real.

Neste retorno a Terra que deu vida ao meu primeiro fôlego, procuro esta explosão de sentimento, no entanto, com uma diferença e um detalhe significativo, naquela época; fui buscar sensações e a riqueza cultural, sem levar quase nada em troca, entretanto, nesta turnê, além de buscar novas sensações, também levo na mochila a minha poesia, minha música, minha experência de vida. Desta forma, pretendo estabelecer intercâmbio numa perspectiva de permutar conhecimento, tendo como objetivo ampliação do sensivel.

Voltar ao sertão paraibano é me revisitar, trazer a tona toda inquietude que me abastece, propocionando movimento e renovação… Refazer esta travessia tem uma caráter de me recriar num dialogo criativo com o Brasil profundo e diverso.

Por este motivo, celebro e adentro o sertão da minha terra, vou até o Cariri cearense. Levando meu show Biografia de Homens Inquietos, o Livro Corpoletrado e as enxadas sonoras, numa travessia por Patos, Sousa, Cajazeiras Juazeiro do Norte Crato e Nova Olinda, e assim, atualizo o olhar, vou tecendo a subjetividade junto ao povo profundo e extremamente corajoso em sua criação diária.

Ficha tecnica:

Babilak Bah: Voz,Guitarra, marimabau efeitos

Thiago Melo: Baixo

Johnny Herno: Bacteria, Percussão e efeitos.

 

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