Museu do inconsciente Nise da Silveira.

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Museu do inconsciente Nise da Silveira.

Estive a semana passada no Rio de Janeiro realizando visitas em alguns projetos sociais e culturais da cidade da Guanabara na perspetiva de um intercâmbio e aprimoramento do meu processo de formação como arte educador, sobretudo, como artista.

Sem sombra de duvida, foi uma experiência riquíssima, muito valiosa, foram dezenas de visitas em espaços muito interessante.

Quero destacar, a visita que realizei no Museu do Inconsciente Nise da Silveira no Engenho de Dentro no subúrbio carioca, fui recebido com carinho e respeito por toda equipe do museu, dando-me incentivo  a minha pesquisa: “uma experiência intersemiotica com a loucura”.

Tive o prazer de ser recebido pela a coordenadora do museu Gladys Schincariol que chegou a trabalha com a própria Nise da Silveira, de forma muito generosa, me apresentou os detalhes do acervo, me contando casos muito interessantes dos artistas que por ali passaram, conversamos sobre o processo de trabalho, as dificuldades, trocamos ideias sobre a saúde mental, o movimento antimanicomial e falamos de projetos futuros.

Portanto, foi uma experiência surpreendente visitar o museu do inconsciente pela importância cultural.

O museu de imagem do inconsciente tem o maior acervo do mundo de obras plasticas nascidas do imaginário de pessoas com transtorno mental, são mais de 350 mil peças que compõe o impressionante acervo do museu fundado em 1952, pela psiquiatra Nise da Silveira e que se tornou com justiça uma referencia internacional.

Aproveitei a visita e conheci e circulei pelo complexo psiquiátrico de Engenho de dentro, foi uma experiência histórica, estética e transformadora, tambem conheci o Hotel Loucura(http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339460-17770,00-HOTEL+DA+LOUCURA+RECEBE+HOSPEDES+DENTRO+DE+HOSPITAL+PSIQUIATRICO.html)

idealizado pelo psiquiatra Vitor Pordeus. O hotel vem recebendo hóspedes do próprio instituto, mas também recebe frequentadores provenientes dos Caps (Centros de Atenção Psicosocial), que substituíram os hospitais psiquiátricos nos anos 90.

Concluindo, fiz um retorno ao passado, pensei em Lima Barreto: um lugar dos mortos vivos.   – “Manicomio nunca mais”

Babilak Bah

 

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