A livre escolha pelo Rio de janeiro:

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A livre escolha pelo Rio de janeiro:

“Ver bem não é ver tudo: é ver o que os outros não veêm”. (José Américo de Almeida)

A semana de formação que vivi no Rio de Janeiro, como viagem de livre escolha, foi bastante intensa, muito proveitosa. Primeiro: pelas descobertas e contados interessantes que realizei: foram várias visitas em galerias e museus, inúmeros diálogos construtivos com pessoas e gestores. Segundo: pela possibilidade de puder vivenciar outros trajetos, com isto, renovar os sentidos, ressignificar a linguagem e ainda conhecer os meus “medos” que esta travessia pela Guanabara me proporcionou: desde a passagem pela zona sul e os bairros de periferia, trazendo-me algumas certezas do caminho que pretendendo trilhar no sonho artística e cultural.
É importante ressaltar que foi uma experiência relevante, tanto no aspecto de como pensar a estruturação de um espaço de trabalho de forma institucional, sendo este o objetivo que venho procurando viabilizar, que conceituo de: “plano de acentamento” quanto no aspecto da organização e sistematização do meu trabalho como arte-educador, e fundamentalmente como artista.
Por outro lado, na esfera do subjetivo e objetivamente, as conseqüências da viagem de livre escolha, foram muito importantes em vários sentidos, e as direções que a mesma me possibilitou. Esta livre escolha, veio me revigorar trazer de volta aquela energia do inicio do Rumos, quando iniciamos a jornada de novos aprendizados e sensações de re-apreender o mundo com olhos novos. E desta maneira, foi que me senti, pela travessia em pleno Rio de Janeiro, re-aprendendo a andar e perceber.

Contatos e futuras parcerias:

Os contatos realizados com pessoas e instituições foram de um revigoramento estrutural: no sentido de rever minhas propostas e metas de trabalho, neste sentido foi fundamental: a reflexão que atravessei enquanto estava viajando ou até chegar nos espaços de visita. Outro dado, que merece destaque, foi ter visitado a Universidades das Quebradas, foi significativo, creio que abri um espaço interessante de dialogo e de amizades com uma rede de trabalho colaborativa, de responsabilidade social, sobretudo, com um grupo de produtores preocupados em produzir algo original. Com esta visita outros caminhos abriram-se pelas Quebradas cariocas.

Visitas importantes e impactos:

Nas Universidades das Quebradas, fui recebido com carinho pelos coordenadores e participantes, em suma, por todos que estavam presente no Território.

No Enraizados, foi outro espaço que estabeleci uma parceira e possibilidades de uma vivencia futura de trabalho. Foi gratificante conversar com os jovens da periferia do Rio de Janeiro, ter aberto um dialogo, tanto com os gestores como os jovens que freqüentam o “Enraiados”.
No Instituto Pretos Novos, foi um ambiente aconchegante, me senti na sala de casa, fui recebido com muito calor e olhos leves, apesar da historia do espaço. Fui acolhido com bastante carinho, tanto que em maio estou voltando para realizar um trabalho no mês de aniversário da instituição.

No Museu Nise da Silveira, do ponto vista da identificação, foi o projeto que mais me emocionou durante a viagem de livre escolha, sendo o lugar que mais me marcou e contribui com meu trabalho de pesquisa: “uma experiência inter-semiotica com loucura”, consequentemente, premiado pelo Rumos, educação, cultura e arte do Itaú Cultural, esta visita me trouxe uma reflexão profícua da relação entre arte e loucura no Brasil e a importância da arte produzida na sociedade por pessoas portadoras de sofrimento. A importância de Nise da Silveira para o Brasil, também a organização do espaço, o cuidado, o zelo, e a sistematização. Tanto com as obras, como as pessoas que recebem tratamento psiquiátrico, sendo chamado de clientes, em vez de usuários da saúde mental. Isto para me foi importante e significativo este modo de tratamento.

Considerações finais.

Os demais espaços que visitei tiveram sua importância cultural e foram ambientes interessantes pela beleza, estruturação, pela estética, todos com seu valor singular e caracteristico, no entanto, todos deixaram sua contribuição no meu fazer e pensar artístico, sobretudo, na subjetividade.

Por fim, ter encontrado o David Bassous (Mestre Bujão), foi renovador e maravilho, mesmo sendo rapido, junto podemos revisitar as conversas do passado, ter trazido toda a mística de formação do Rumos, ter lembrado de sensações que marcaram nossa amizade, os belos momentos e satisfação de encontrar todos os “Rumeiros“, isto foi de uma emoção e felicidade sem nome, e ainda cogitar projetos futuros. Portanto, depois dessa enxurradas de informações, voltei para as minha atividades, com novas metas e folego renovado, mão a obra que o futuro me pertence e a vida é breve.

Babilak Bah

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