Confissão de um fazedor de ruído.

 A obra1

Confissão de um fazedor de ruído.

Confesso, quando despertei para o universo artístico ainda na adolescência, poucos amigos e familiares puseram fé. Acredito, que ainda há muita gente que desdenha do meu projeto estético e não acredita no meu pensamento artístico. No entanto, sempre tive como determinação a teimosia artística como aprimoramento, numa tentativa de entender esta subjetividade criativa que  atravessa os sentidos, Não sendo de outro, segui o hemisférios da criação, de forma continua engravidando teimosamente signos: linguagens, poemas, documentário, sons, imagens, canções e plágios de outras bobagens, no campo do sensível. Consequentemente, segui as fronteiras do meu viver, forjado dentro de uma inquietude, atravessei vários naufrágios, foi preciso quebrar muitas pedras, no percurso, deparei-me com inúmeros preconceitos, tanto regionais como raciais, somado com a disputa simbólica e estética, portanto, quando muitos queriam-me “EMPAREDADO”, fiz o mergulho no mundo cheio de traquinagem, munido de uma radicalidade  silenciosa, seguro de uma fé que iluminava o âmago, por mais que me encontrasse em tempestade, muitas vezes sem nenhuma esperança no horizonte. Alimentado por uma teimosia estratégica, por esses anos que se passaram, nunca deixei de produzir, criar e ter uma reflexão critica sobre o meu fazer simbólico-cultural-existencial, na busca da superação dos limites, das dificuldades técnicas no sentido de transcender  as lacunas. Sob o lume da reflexão, percebo que é necessário revisar o processo  criativo, a vida segue resvalando-se em dúvidas, recria-se a cada instante.

No momento, atravesso o redemoinho de mim, com o intuito de elaborar novas criações simbólicas, atravessadas pelos sentidos em tumulto.

Foto: Babilak Bah (Um Banner feitos feito pelos estudantes da Universidade Federal da Bahia – UFBA, a convite da professora de Literatura Brasileira Contemporânea, Eliana Mara Chiossi, devido, uma aula sobre o meu processo criativo em 2010, com a minha presença em sala de aula, e alguns inutensílios poéticos da minha produção)

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