(…)O artista mente, para tornar extraordinário o ordinário…

(…)O artista mente, para tornar extraordinário o ordinário…

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“Se a arte  é reveladora  de nossa impotência , e ao mesmo tempo tentativa de superação  de nossa finitude, ela é, ao mesmo tempo, uma redenção incompleta, o definitivo desvio da realização  de um desejo e, no entanto, promessa utópica de reconciliação entre opostos: técnicas e magia, conhecimento e sensibilidade, cultura e natureza. No entanto, apenas promessa. Há nela, devido a esta insuficiência que lhe é constituitiva, algo caricato, e o artista pode bem ser o bobo da corte.

Se, de outro modo, a morte é o leito da arte, justamente onde ela é parida, seu leito de nascimento é seu túmulo,  donde melhor seria ausentar –se. Em sua fuga da origem a arte é um fantasma, um duplo, uma existência deslocada ou alucinação. Mas paradoxalmente, a arte é o lugar da verdade enquanto é aparência. A não-aparência seria, no entanto, a morte.”

(…)O artista mente, para tornar extraordinário o ordinário…

(A melancolia eo corpo nas dobras da escrita.)

Marcia Tiburi

Pg 148.

 Foto: uma obra do artista Arthur Amoura que faz da coleção museu do inconsciente Nise da Silveira. 

Texto: recorte de Babilak Bah

  

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