Finalizar um livro e uma imensa felicidade: O Alerquim da pauliceia

081120142060
Ontem cheguei ao fim do livro: Arlequim da Pauliceia: a imagem de São Paulo na poesia de Mario de Andrade. Finalizar um livro e uma imensa felicidade.

Os dois últimos parágrafos do livro:

Assim diante do rio que se degrada, com alma e símbolo da própria cidade, o poeta depõe as armas de seu canto. Nas águas oleosas e escura, que representam o destino errado da cidade, o eu lírico mergulha e se entrega, encerrando solenemente sua eterna busca, sua utópica poética. Esse mergulho é um rito sacrificial, é o simbólico retorno ao elemento original, a água fundadora da vida e da cidade.

Nesse seu último lance de dados, o poeta transforma sua eterna busca de identidade num símbolo, incorporando-se à massa física da cidade por meio do mergulho lírico nas águas do pai Tietê. As figuras representativas do sentimento do poeta fundem-se na aqui-imagem de sua obra poética: Mario-rio-cidade, Mariocidade, São Paulo.

Ao finalizar a leitura fiquei com questão: se Mario de Andrade estivesse vivo hoje, como iria vivencia a crise de água da cidade de São Paulo, que impacto teria em sua poética?

Babilak Bah

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: