O Corpoletrado no Instituto Yorubá

O Corpoletrado de Babilak Bah no Instituto Yorubá
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Corpoletrado é o segundo livro de poemas do multi-artista Babilak Bah. Trata-se de uma obra multimídia que vem encartado um DVD. O mesmo migrou para outros suportes e linguagens, desde então, passa por um processo de hibridização, de metamorfose, de atualização, tornando-se uma exposição, oficina e performance. Corpoletrado emigra para o universo da performance contextualizando uma transgreção de sentidos sobretudo numa poética aberta, uma maneira espontãnea de improvisar e interagir com inúmeros signos, desta forma, estabelece outras significaçôes num diálogo com som, sentido, corpo, movimento e letra. O Corpoletradoum projeto poético que tem como premissa trabalharcom várias linguagens na interlorcuçãoentre corpo e signo lingüístico;somado a diversas expressões artísticas,em conexão com a palavra em seu sentido narrative, aspectos visuaiscom a interferência da música, ruídos, sons eletrônicos e projeçôes de imagens; ainda conta com um filme documentário em formato digital intitulado de Curacões.
No palco, o corpo do poeta é oferecido como iguaria rara.Em um contexto performático segue como uma constelação de silabase sua voz grita em carne crua murmurando o que o pelo revela: O osso da civilização. O poeta empresta sua voz em buca de sentido entre o grotesco e o sublime numa coreografia que joga com fonemas, sons numa conversa marcada pelo hibridismo que promove inúmeras significações tecendo um discurso desdobrado que perpassa o corpo e a letra, ou seja, a poesia estampada no corpo e na fala do poeta.
O artista já apresentou a performance nos Festival de Inverno de São Del Rey. Divinópolis e Sete Lagoas. Esteve no encontro Portuguesia: Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética, produzido pelo poeta Wilmar Silva. Apresentou-se no Terças Poéticas no Palácio das Artes. No Sesc Palladium no projeto Quarta Mix. No Rio de Janeiro pelo projeto Pelada poética que tem a coordenação artística do ator Eduardo Tornaghi. No Centro Cultural Casa Una de Cultura numa ocupação intitulada: A Pele Exposta de Babilak Bah em 2013. Na UFBA no auditório do IHAC numa conversa performática sob o seu processo de criação a convite da professora de literatura Brasileira Contemporânea, Eliana Mara Chiossi. Na UNB no encontro de estudantes de literatura latinos americanos.
Atualmente divulgar o seu recente trabalho o DVD: Afroprogressivo e organiza uma exposição Enxadigma: som de vida, ruído de trabalho e canto de morte.

Concepção e Direçåo: Babilak Bah
Elenco: Babilak Bah.

Repertorio

(1 parte) – poética sonora

Tem inicio o poeta saindo por trás da plateia fazendo um canto de início usando o enxadigma – passo entre as pessoas.
Ate chegar no centro do palco.

O berimboca

A) – Berimboca

b) – Opera de sapos

c) – Berimbacia

Pare 2

Utilização da palavra como recurso sonoro e rítmico

1) – Quanto é que vale a sua pele?
2) – Versos gritam em carne crua
3) – Marimbau
4) – O corpo não mente
5) – Piso em pregos
6) – palavra 100 pé
7 – Vou vender a pele num ritual de antropofagia
8) – Signos encravado na pele
9) -Trem10 humanos (tocando com a berimbacia)
10 – Apresenta o livro Corpoletrado
Corro feito um cachorro louco
Faço poema
11) – Urucumnacara na cara
12) – Biografia de homens inquietos.
13) – zumbi prometeu

Sai tocando enxada:
Eu vou me embora
porque mandaram me chamar

Babilak Bah
Foto: Ricardo Laf

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