Quilombo do Campo Grande – nossa História¡¡¡

No Caderno Do Arquivo I revista organizado pelo Arquivo Público Mineiro a escravidão em Minas Gerais tem uma passagem histórica que diz: dentre as dezenas de quilombos em Minas Gerais, nos séculos XVIII e XIX, os mais populosos foram o do Ambrósio e do Campo Grande, no sertão da Farinha Podre ( próximo aos municípios de São Gotardo e Ibiá) entre a capitania de Minas Gerais e a de Goiás.

O quilombo do Ambrósio ( liderado pelo negro Ambrósio) contou com mais de 1.000 quilombolas e segundo a revista do arquivo público resistiu por mais 30 anos.

Em 1746, o governador da capitania de Minas Gerais. Gomes Freire de Almeida, enviou uma expedição para destruí-lo , sob o comando do capitão Antônio João de Oliveira. “conforme avançava o pequeno exercito, iam-se dispersando os quilombos pequenos que existiam no caminho. Por fim se atingiu o quilombo do Ambrósio: foram sete horas de luta renhida, os homens da tropa lançando mão de granadas e armas de fogo. Tudo foi destruído e incendiado; a mortalidade foi enorme, mas muito quilombolas conseguiram fugir”

O quilombo do Campo Grande surgiu das ruinas do Ambrósio fortalecido após a destruição desde ultimo. Sua existência constituía uma ameaça ao governo da capitania pelo fato de agregar vários núcleos quilombolas. A destruição começou a ser preparada a partir de 1756 e a chefia do empreendimento foi confiada a Bartolomeu Bueno do Prado. Devido à fuga dos negros aquilombados que se espalharam pela região. Bartolomeu Bueno teve de se dirigir a vários pontos, durante todo o ano de 1759. Nesta investida foram gastos 10 Kg, e o saldo de centenas de mortos, destruição das plantações e dos paióis coletivos cheios de mantimentos, além da dispersão da resistência escrava em quilombo menos populosos.

Bartolomeu Bueno do Prado, o bandeirante contratado pelo governador da capitania de Minas Gerais para destruir o quilombo do Campo Grande, utilizava da prática da tortura para arrancar dos quilombolas presos informações sobre a localização de outros quilombos. (…) conquistador de quase um reino de pretos fugidos (…) desempenhou tanto conceito que se formava de seu valor e disciplina na guerra contra essa canalha, (a forma como se referia ao escravos,) que se recolheu vitorioso, apresentando 3900 pares de olheiras dos negros que destruiu em quilombos, sem maior prêmio que a honra de ser ocupado no real serviço, como consta dos acórdãos tomado em câmara de Vila Rica.

No vídeos acima vale a pena assistir o documentário esclarecedor como foi a resistência dos os quilombos em Minas do historiador Tarcísio José Martins levantando inúmeras questões e reflexões.

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