ESPIRITO DA INTIMIDADE

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Estou encantado com a leitura do livro `O Espirito da Intimidade – ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar` da escritora africana de Burkina Faso, Sobonfu Somé.

Somé nasceu e cresceu em uma aldeia rural de Dagara, no sudoeste de Burkina. Ela foi reconhecida pelos anciãos da aldeia em uma idade muito jovem por seus dons espirituais, que eles disseram que traria para o resto do mundo. Durante a última década, ela viajou extensivamente, realizando workshops sobre ritual, intimidade e cura de dor.

Alguns trechos do livro:…

“O Espírito da Intimidade ” Trata dos ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar.

“Quer admitamos ou não, existe uma dimensão espiritual em todos os relacionamentos, independentemente de sua origem. Duas pessoas unem-se porque o espírito as quer juntas. Assim, é importante ver o relacionamento como algo movido pelo espírito, e não pelo indivíduo.

O papel do espírito é o de guia que orienta nossos relacionamentos para o bem. Seu propósito é nos ajudar a ser pessoas melhores, a nos unir de forma a manter nossa conexão não apenas com nós mesmos, mas também com o além. O espírito nos ajuda a realizar o propósito de nossa vida e a manter nossa sanidade. O espírito é a força vital que há em tudo […] a força vital que nos ajuda a realizar nosso propósito de vida e a manter nossa conexão com o mundo espiritual”.

Trecho de O Espírito da Intimidade de Sobonfu Somé, membro da tribo Dagara de Burkina Faso, antiga Volta Superior, na África do Oeste.

…A intimidade,em termos gerais,é uma canção do espírito,que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito. É uma canção que ninguém pode resistir. Acordados ou dormindo, em comunidade ou sozinhos,ouvimos a canção. Não conseguimos ignorá-la…

O povo Dagara não tem uma palavra específica para se referir ao sexo. Expressamos o conceito de sexo como uma viagem com alguém…

De acordo com Somé, expressar e lidar com o sofrimento é vital para o nosso crescimento como seres humanos, bem como para a nossa evolução de geração em geração – é a única maneira de deixar o passado e entrar no futuro. Esse sofrimento pode vir de uma variedade de fontes, algumas das quais estamos bem conscientes – outros são mais clandestinos, ou mesmo desconhecidos.

A escritora afirma que “Existe um preço ao não expressar o sofrimento”, e reitera. “Quando não abordamos nossa dor, [ela] começa a assumir formas e formas. … Nós nos tornamos mais paranóicos … propensos a raiva … a julgar e criticar os outros … machucando-os com nossas palavras ou nosso comportamento … com abuso físico ou emocional. Pode até se tornar como uma doença, porque o sofrimento pode criar tanto estresse em sua vida que você acaba incapaz de funcionar. … Uma úlcera, um ataque cardíaco, doença mental também … são [todos] o sofrimento inexpressivo “.

Por fim, um encontro com uma escrita e um ensinamento perdido, porem em tempo de re-conectarmos com nossas forças interiores.

Foto: não sei o autor.

Babilak Bah

 

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