Na contramão, entretanto: tendo a consciência da historia.

23283383_2024867927757141_1826033131_nNo final dos anos 90 escrevi um texto sobre Pedro Osmar que foi publicado no Suplemento Literário de Minas Gerais no qual, eu dizia que: Pedro é pedra dura tanto bate que perdura”. Ao ouvir o seu mais recente trabalho intitulado: Quem vem lá?. Esta certeza clariou ainda mais a minha percepção sobre o compositor paraibano e artista plural, Seo Osmar é homi de muitos mares em seu céu.

Pedro, plantou um belo registro fonográfico na cena da musica contemporânea brasileira, ao lançar um Cd duplo, com 32 faixas, visitando sua obra musical que perpassa o universo da canção, canções que já foram gravadas por interpretes ilustres, cantadas por Elba Ramalho, Xangai, Zé Ramalho e Amelinha, entre outros; musicas que soaram por rádios alternativas e festivais.

Quem vem lá?, revela a veia poética do compositor, agitador e guerreiro da cultura – comportamento ideológico muito necessário em tempos atuais – E assim, mapeia um caleidoscópio sonoro que o artista traz cravado na carne, tecido com sensibilidade e sentido múltiplo, podemos afirmar: uma cartografia do indivíduo criador com sua inscrição na pedra da cultura.

Escuto um Pedro vigoroso com batidas fortes, belas melodias que gruda como visgo, provoca movimento, o corpo dança, o espirito cidadão se revolta, e convoca em manifesto: “traga seus ossos e sua carne“. A arte é pedra, uma pedrada, Pedro é rebeldia e vai na contramão. não é um cantor é uma espécie de mensageiro cantante anunciando que a musica, a poesia do futuro vem com desalento.

Artista multifacetado de ascendência universal, traz memorias e linguagens de seu brejo, de sertões íntimos, de seu planeta subjetivo, ativo e atento aos signos de novas expressões pós-modernas e ancestral, desta forma, experimenta sua voz criativa, o artista convoca o ouvido pensante, não sendo de outra forma, o ouvinte é exigido a pensar, criticamente desamara o prazer da escuta, a partir de: cocos, aboios, frevos, maracatus, samba, chorinhos e passeia por tonalidades atonais,

Se a viola do artista, estava escondida, sua voz canta, a verdade que cantava escondida no seu interior…

Pedro é pedra de responsa, pedra menestrel da vanguarda popular.

Babilak Bah

2 Respostas para “Na contramão, entretanto: tendo a consciência da historia.”

  1. Massa muito bom. Vou recomendar aos Amigos e público.

  2. Pedro Osmar Says:

    Obrigado mestre, pelo comentário! Estamos juntos!

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