Corações na rachadura.

bruna

Rua Ligúria nº 70.

Ao adentrar pelo portão principal, descer pequenas escadas, alguém muito atento pode se deparar com vários corações desenhado pelo chão em pleno pátio.

Os coração que atravessam o pátio debaixo do céu; atropelados pelos acontecimentos do dia-a-dia, talvez passem despercebidos por muitas pessoas, que ali frequentam e trabalham. Esta ação criativa foi motivada por uma festa de aniversário dos nove anos do Cersam AD Pampulha, que teve como tema: “a gentileza e a generosidade“. Foram estas palavras carregadas de sentimentos que deram sentido a celebração.

sergio fazendo coração

Dentre todos aqueles corações que ilustram o chão e emitem mensagens de paz e amor fraterno, dois corações desenhados na rachadura tendo o céu como testemunha e a desatenção como limite.

Tem muitos a nos dizer.

Antes de chegarmos na sala de plantão, há dois corações que merecem reflexões para que aprendamos algo sobre suas histórias e escritas. Foram desenhados por Bruna e André – ambos corações, encravados na rachadura a céu aberto.

– Ativo a memoria desse dia. Foi possível trazer as lembranças dessa feitura:

Ao chegar numa manhã para desenvolver as atividades da oficina; resolvi realizar uma atividade coletiva, colocar todos para pintar, deixar mensagens positivas e afetuosas, sendo assim, criar desenhos e frases, com isto, dar um sentido mais agradável e alegria ao ambiente, sobretudo promover um processo de interação entre os usuários mediante a esta atividade criativa e otimista.

Teve resistência de alguns, aceitação de outros. Destaco a fala do Paulista.

 “Babilak, olha, sou malando velho tá achando que sou menino para ficar fazendo corações no chão, olha pra mim…?

 Dando sequencia atividade, logo teve adesão daqueles que viam atitude com afeto e compreensão, tanto dos usuários como dos técnicos. Lembro que Leo, participou com entusiasmo, a Carolina também expos a sua graça, usando pincel e tinta.

Leo fazendo coração.jpg

Mais o que chama atenção, nesta lembrança, foi a construção dos desenhos produzidos pelo André e a Bruna, que estão bem na porta que dá acesso para sala de plantão, lembro nesse dia quando pedi para a Bruna participar, ela ao inicio teve resistência, achou infantil, meio romântico, tanto quanto brega. Portanto, argumentei, que fazia parte de uma estratégia que era despertar a generosidade e a gentileza no serviço, principalmente, entre os usuários, logo ela fez a sua adesão, em seguida, conseguiu convencer o André. Lembro do André dizendo:   “boa ideia esta de desenhar corações no chão”, dizendo isto de uma forma, com uma voz metálica e embutida, quase engolindo a própria mensagem, com os óculos escuros e espelhado que escondia os olhos para o futuro.

Mas diante desses chão, antes que o céu desabe, qual é a compreensão que nos cabe? Sobre os corações desenhados sobre a rachadura do chão do Cersam?

O que podemos aprender com os corações de Bruna e André desenhados sobre o rachadura ?andre e bruna 1

Babilak Bah.

 

 

 

 

 

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