Archive for the OFICINA: Do Ritmo à Palavra Category

Oficina:Ritmo, corpo e palavra no Parque Municipal.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on julho 10, 2016 by babilakbah

 

parque4.JPGRitmo, corpo e palavra no Parque Municipal.

Estabelecer um processo de convivência com o universo da arte,
em seus aspectos de criação, é viver extremamente sob o signo do risco.
Portanto, foi desta forma, com visão propositora e estratégica, que nesta sexta-feira – 08 de junho de 2016, realizamos a oficina: Ritmo, corpo e palavra nas dependências do Parque Municipal, em pleno coração de Belo Horizonte.

A oficina, aconteceu de maneira extraordinária, procuramos trabalhar na perspectiva de aprofundar a interação, ampliar o processo artístico dos participantes. A princípio, as atividades, ocorreram de forma tranquila, tímida e desafiadora, estabelecemos uma série de exercícios, realizamos várias dinâmicas na promoção de uma partilha subjetiva, contudo, despertar a consciência da linguagem individual, assim, incentivando a produção coletiva, além de procurarmos o desenvolvimento da expressão em busca do traço criador, sobretudo do entendimento da performance, postura da voz, em consonância com o corpo numa relação com o espaço poético, bucólico, em meio ao fluxo e contra-fluxo da cidade, as vezes velozes, em outra oportunidade, violenta e repleta da vida…

Sair da zona de conforto e propor a oficina: Ritmo, corpo e palavra para fora acontece do Espaço Suricato protegida por suas belezas, foi uma atitude estimulante, tanto para mim, como organizador da proposta criativa, quanto para os usuários da saúde mental, participantes dessa proposta estética que se viram provocados e estimulados à criação entre prédios, arvores centenárias e transeuntes.

Ter compartilhado desta experiência frente-a-frente ao horizonte vivo da cidade, e ainda ofertar práticas sensíveis, utilizando de ritmos corporais, diálogos com objetos, sons guturais, leitura de textos poéticos numa incessante improvisação com o ambiente natural, foi bastante inusitado, está sob a observação, dos olhares das pessoas que frequentam o Parque Municipal. Esta ação criativa, gerou um impulso renovador, deixando bons resultados, para que pudéssemos cada vez mais intensificar nosso trabalho, estarmos mais centrado, focado nos objetivos e na ultrapassagem de nossos limites artístico numa ampla interação estética.

Portanto, aconteceram alguns momentos mágicos, poéticos, num espaço onde o verde, se não fosse as cercas de ferro, tomaria conta da cidade.

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Babilak Bah

Ritmo, Corpo e Palavra no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on junho 13, 2016 by babilakbah

O inicio da oficina no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango.

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A oficina: Ritmo Corpo e Palavra, aconteceu de maneira muito singular, cheia de expectativa no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, no bairro Santa Efigênia, neste ultimo sábado, 11 de junho de 2016, às 15 horas, com a presença de um pequeno grupo de pessoas, profissionais de diversas áreas do saber e do campo da cultura. O inicio da oficina, teve como ponto de partida o livro: “Partilha do Sensível“ de Jacques Ranciere. “A partilha do sensível faz ver quem pode tomar parte no comum em função daquilo que faz, do tempo e do espaço em que essa atividade se exerce

Sendo assim, procuramos trabalhar os aspectos básicos da oficina na perspectiva de revelar os fundamento que norteiam esta pratica artística em meio a observação bastante intensa, por parte dos participantes, sobretudo ávidos, motivados por uma curiosidade tímida, com fome de conhecimento e uma imaginação que deixavam ser tocada pelo universo da palavra, e assim, foram perpassados pelo o som numa interação subjetiva, troca de experiência num intercâmbio de leveza.foto 1

A oficina foi atravessada por momentos ricos de inspiração, trabalhos corporais, percepção do espaço, do outro, marcada por situações poéticas, revelações mágicas e alegrias transbordantes, impulsionados pela força dos ritmos e sons que os corpos permitiam-se em cada dinâmicas desenvolvida no processo criativo.

Fechamos a tarde com alguns rascunhos performáticos, uma criação coletiva que aos poucos foram desenvolvida no transcorrer das atividades sob os signos, imagens de devoção distribuída no interior do terreiro do Quilombo.

Uma tarde fascinante, com pessoas que tinham nos olhos: o desejo de enxergar a poesia no comum.foto 5

Babilak Bah.

 

 

Babilak Bah oferece oficina no Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on junho 6, 2016 by babilakbah

Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango

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Convida.

Ritmo, corpo e palavra

A oficina tem intenção de promover uma consciência rítmica associando o ritmo, o corpo e a palavra, propondo a criação coletiva e a história pessoal dos participantes como metáfora do mundo: como potência poética e a narrativa das biografias. Serão propostas dinâmicas sobre o tema da oficina sob a noção de interface; jogos rítmicos: o ritmo como objeto de linguagem – utilização do corpo como parte constitutiva da obra; jogos textuais: a palavra enquanto elemento de expressão crítica e potência para a criação artística. A proposta a ser trabalhada será apresentada por meio de exposição bibliográfica, apreciação de materiais relacionados à temática, em vídeos e catálogos.

Babilak Bah – artista do ruído, músico, artista visual, poeta e arte-educador. Produziu dois CDs – ‘Enxadário: Orquestra de Enxadas’, em 2006, e ‘Biografia de Homens Inquietos’, em 2010. DVD: Afropressivo em 2014. Em 2012, foi premiado no Rumos Educação Cultura e Arte, do Instituto Itaú Cultural, com a proposta ‘Uma experiência inter-semiótica com a loucura’. Já se apresentou em projetos relevantes para a cultura brasileira de vários estados, como projeto Pixinguinha, Conexão Vivo, Sesc Pompéia e outros. Ainda foi selecionado, em 2006, pelo Rumos Educação, Cultura e Arte, do Instituto Itaú Cultural, como um dos compositores mais inovadores da música brasileira, com sua pesquisa voltada para a linguagem das enxadas. Excursionou pela França, Espanha e Inglaterra. Atualmente, vem se dedicando à elaboração de esculturas sonoras, estabelecendo um trabalho de fusão de linguagem entre palavra, som e artes visuais.

Público-alvo: Artistas, estudantes de artes, músicos e pessoas que tenham interesse em interagir com expressões livres e espontâneas, na perspectiva de realizar experimentações com corpo, ritmo e palavra, com idade mínima de 15 anos.

Vagas: 25

A partir do dia 11 de junho

Nos sábados e domingos

Carga horário: 3 horas (dia) Período: 2 meses

Horário: 14h às 17

Material do aluno: levar um objeto sonoro, 1 livro e usar roupa confortável sobretudo disposição para a experimentação.

Quilombo manzo ngunzo kaiango

Local: Rua São Tiago 216 bairro Santa Efigênia

Inscrição gratuita pelo telefone:  999120116 Whatisapp 9. 985805443

Falar com kidoiale

Realizado com recursos da lei municipal de incentivo a cultura de Belo Horizonte.

 

 

 

 

 

Alguns momentos capturados na oficina:Ritmo,corpo e palavra no Festival de Verão da UFMG.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on fevereiro 20, 2015 by babilakbah

Alguns momentos capturados na oficina:Ritmo,corpo e palavra no Festival de Verão da UFMG.

Tive este ano a felicidade de integrar a programação do Festival de Verão da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como tema: o corpo é uma festa. ofertei a oficina ritmo, corpo e palavra que aconteceu durante quatro dias no Centro Cultural da UFMG na rua Santos Dumont no centro de Belo Horizonte, antecedendo o carnaval. Durante os quatros dias desenvolvi um trabalho de experimentação de linguagem que perpassaram o universo do ritmo, palavra e corpo reunindo um grupo de jovens artistas e estudantes de diversas áreas do saber criando um caleidoscópio existencial multi – ideológico numa vivência híbrida e riquíssima no exercício da percepção e da diferença.
Trabalhei numa perspectiva democrática e participativa no qual todos opinavam no destino das atividades desenvolvidas na oficina estabelecendo um laço forte de integração e vínculos emocionais, desta maneira, favorecendo a liberação expressiva de inúmeras expressões contidas no imaginário, e na linguagem corporal sobretudo no campo poético.

Eis aqui, alguns momentos capturados por mim durante o processo de experimentação poética, utilizando ritmo, corpo e palavra, também projeção, exercícios lúdicos e leitura.

Babilak Bah

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O segundo dia da oficina: ritmo, corpo e palavra.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on fevereiro 12, 2015 by babilakbah

O segundo dia da oficina: ritmo, corpo e palavra.
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Ontem aconteceu o segundo dia da oficina: ritmo, corpo e palavra. A mesma transcorreu de maneira surpreendente e espontânea, foi desenvolvendo-se e tomando forma, contagiando, capturando e aliando-se ao corpo, ao imaginário dos participantes, estabelecendo-se como uma máquina imagética extremamente expressiva transbordando signos e narrativas. A interação, o envolvimento foi intenso, sentido por todos. O importante a ser destacado, foi o aumento da criatividade referente aos textos poéticos trabalhado na oficina: a utilização do ritmo, os recursos da voz como elemento poético e as performances desenvolvidas por cada participante. Destaco a desenvoltura de alguns tornando-se uma revelação, uma surpresa, provocando sorrisos e muita descontração no interior da oficina, demostrando talento, capacidade de raciocínio criativo, improvisação e potencial artístico. Como estratégia de dar elasticidade, impulso à potencia do sentir utilizamos da poética de Castro Alves, Gregório de Matos, Gonçalves dias e Manuel bandeira, no sentido de utilizarmos do corpo poético dos poetas com o objetivo de fazer com que os oficinandos, criasse um diálogo vivenciando o corpo histórico, simbólico, imaginário, a partir, das leituras e textos poéticos dos respectivos poetas trabalhado no processo de experimentação, aliando aos aspectos rítmicos, som e palavra. Ampliando esta ressonância usamos como suporte poético recortes de jornais com inúmeras leituras, tanto de forma dramática, como utilizando dos recursos sonoro nas diversas noticias lidas como performance.

Hoje segue mais uma dia de oficina com poetas contemporâneo.

Babilak Bah

O corpo em festa num flerte com a destemperança.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on fevereiro 11, 2015 by babilakbah

O corpo em festa num flerte com a destemperança.
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Ontem dei inicio a oficina: ritmo corpo e palavra no Centro Cultural da UFMG integrando a programação do Festival de Verão de 2015. Compareceu um grupo de indivíduos bastante diversificados e interessante com uma biografia muito inusitada, em sua maioria todos envolvido com o universo da cultura, alguns em processo de descoberta: procura subjetiva. Sujeitos que perpassam várias áreas do saber e das artes, estudantes, contadores de historia, biólogos, atores, dançarinos, sociólogo e curiosos. O mais impactante nesse processo, foi a capacidade de envolvimento, interação com as dinâmicas e exercícios proposto, contando ainda com a capacidade dos participantes proporcionarem uma riquíssima discussão sobre o corpo como suporte da arte e suas implicações politicas e culturais, desta forma, estabeleceram um dialogo plural extremamente aberto, a partir, de inúmeras provocações rítmicas e de um texto do poeta Paulo Leminski, “ a poesia: a paixão da linguagem“. O mini-colóquio em formato de oficina transcorreu sobre o processo de criação, as dificuldades de expressão na utilização do corpo, o poeta como um erro genético e vitima da língua. O marcante foi a demonstração de todos pelo interesse de entender o fenômeno rítmico sobretudo e a paixão pela linguagem poética. O corpo foi uma explosão de signos numa narrativas em carne crua.

Hoje continua o processo de experimentação poética.

Babilak Bah.

O corpo em ritmo de Pré-carnaval – se a canoa não virar.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on fevereiro 9, 2015 by babilakbah

O corpo em ritmo de Pré-carnaval – se a canoa não virar.

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Estarei no Centro Cultural da UFMG esta semana desenvolvendo uma oficina que articula três dimensões que perpassa o meu processo estético, criativo e existencial: ritmo corpo e palavra. O corpo como foco de discursão politica , experimentação poética, reflexão critica e construção de subjetividade, sendo o tema central do Festival de Verão da Universidade Federal de Minas Gerais, o corpo é uma festa. Inspirado no escritor Eduardo Galeano que afirma:

“A Igreja diz: o corpo é uma culpa. A Ciência diz: o corpo é uma máquina. A publicidade diz: o corpo é um negócio. E o corpo diz: eu sou uma festa.“

Eduardo Galeano.

Na oficina: Ritmo, corpo e palavra (Palavra como movimento sonoro e corporal.)

A oficina acontece na interação a partir da conexão entre: palavra, corpo e som numa simbiose criativa. Tendo como perspectiva promover uma consciência rítmica utilizando textos poéticos numa leitura variadas e formas diversas de se ler um texto, numa profusão de signos almejando desinibir e buscar a melhora da performance pessoal dos participantes. Desta forma, a oficina pretende ser um espaço coletivo de diálogo, de experimentação de linguagem estabelecendo um entrelaçamento entre a fenomenologia rítmica e sua relação com o signo linguístico criando assim, uma narrativa sonora e imagética, ainda se utiliza de objetos variados, instrumentos musicais, leituras de poemas, construção de micro-textos dando ênfase à inúmeras ferramentas e elementos sígnicos.

As etapas e metodologia,

Nesse processo metodológico, em primeiro momento acontece: a apresentação das pessoas, este inicio é muito importante para desenvolvimento da oficina e para as etapas subsequente. As etapas vão tendo desenvolvimento em sequencia sempre com o esgotamento de cada exercício ou dinâmicas que acontecem em situações sonoras e corporal tendo na palavra um suporte e um elemento catalizador das provocações de percepções e novas elaborações criativas, no sentido de promover uma reflexão critica, assim, cria uma interseção com a linguagem corporal, pequenos efeitos. o silêncio como ponto de ponderação e motivação poética em busca de uma linguagem hibrida a partir de dinâmicas, tecnologias corporais e sonoras, utilizando-se de livros, vídeos, musicas, leituras de poemas, apropriando-se do imaginário linguístico, a criatividade, história pessoal dos participantes na perspectiva de uma criação coletiva permeada entre ritmo, corpo e o universo da palavra em suas múltiplas possibilidades.

Os instrumentos em cena

Os instrumentos e objetos sonoros são utilizados como signo que possibilita a comunhão com a palavra e corpo numa simbiose que estabelece o desenvolvimento da expressão dos participantes, e ainda; proporciona momento de energia criativa: tanto no sentido de explosão corporal, como de reflexão. Também usado como texto sonoro e padrões rítmicos que motiva as articulações corporais exigindo leitura e interpretação tanto usando a palavra escrita ou oral e diversas interpretações.

Poetas utilizados na oficina que acionam o imaginário corporal e a potência imagética:

Gregório de Matos
Castro Alves
Gonçalves Dias
Manoel bandeira
Carlos Drummond de Andrade
Augusto do anjos
Patativa do Assaré
Bráulio Tavares
Bruno Brum
Ricardo Aleixo
Babilak Bah
Lau Siqueira
Paulo Leminski
Solano Trindade
Chacal.

Além de recortes de revistas, jornais e leituras de situações espaciais e arquitetônica em que a oficina acontece numa intervenção com os corpos dos participantes.

Escritores e obras de referencia para desenvolver esta oficina.

As palavras e as coisas (Michael Foucault)
Introdução a poesia oral(Paul Zumthor)
Oriki orixá(Antonio Risério)
O corpo e seus símbolos (Jean-Yves Leloup)
Olhares do corpo (Neyde Theml)

Babilak Bah.

Do ritmo à palavra na universidade de são joão del rey – 2014

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on agosto 25, 2014 by babilakbah

Alguns momentos da oficina do ritmo à palavra que ministrei na universidade de São João del Rey durante o festival de 20 a 26 de julho de 2014.a A foto

 

 

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Oficina do ritmo à palavra em Divinópolis.

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on julho 17, 2013 by babilakbah

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Hoje no período da tarde finalizei a oficina do ritmo à palavra na igreja do Divino Espirito Santo em Divinopolis dentro da programação do Festival de Inverno de São João Del Rei. Aqui são dois alunos fazendo uma leitura do poema: Epigrama do poeta Gregório de Matos.

Amanha parto para a cidade de Sete Lagoas, vou apresentar o Corpoletrado.

Oficina: Do Ritmo à Palavra…

Posted in OFICINA: Do Ritmo à Palavra on setembro 22, 2012 by babilakbah

Apresentação:

Em meio a uma pluralidade de estilos, tendências, práticas e programas, a arte contemporânea emerge enquanto um dispositivo do pensamento. Nesta perspectiva, torna-se necessária à implementação de ações que viabilizem este exercício do pensar, ampliando os limites de reflexão e produção artísticas na construção de conhecimentos. A arte literária não fica imune a esta proliferação e ao deslocamento de sentidos que vivemos nos tempos correntes, pelo contrario, como afirma, Barthes a literatura tem a função prioritária de fomentar as questões no mundo real.

Portanto é assumindo este desafio e o exercicio de refletir este fazer artistico com a palavra em seu sentido amplo e plural que me proponho a ministrar esta oficina tendo como fundamento dois aspectos fundamentais que norteiam e estruturam a minha existência e organizam o meu processo artístico: o Ritmo e o universo da Palavra.

De imediato quando se adentra o campo de pesquisa, percebe-se que existe inúmeros estudiosos que debruçaram-se sobre esta questão do fenômeno rítmico e signos linguísticos, afirma Octávio Paz que: “Uma das entradas que carateriza o modo de ser da linguagem é o estudo dos seus ritmos”. E fundamenta ainda mais dizendo que: “O ritmo é como um imã – convoca as palavras”. E segue afirmando: “No fundo de todo fenômeno verbal há um ritmo. As palavras se juntam e se separam atendendo a certos princípios rítmicos. Se a linguagem é um vaivém de frases e associações verbais regidos por um ritmo secreto a reprodução desse ritmo nos dará poder sobre as palavras“. Nesta tentativa de me apropiar dessa potencia que é a junção ritmo e palavra que articulo este exercicio em format de oficina de uma maneira coletiva.

No campo da linguística há estudiosos que sugerem que a primeira forma da linguagem teria sido a poética, ao sustentar que nos primeiros tempos a fala humana se identificava com acenos e gestos do corpo os quais apresentavam relações naturais com as idéias.

Sempre tive a clareza de perceber no ritmo uma linguagem e também como um fenômeno organizador. Defende, em seu trabalho prático e teórico no campo da poesia moderna ou arte de vanguarda. o escritor mexicano Octávio Paz: “sem ritmo não há poema“ ou seja, o ritmo como expressão poética. Em certo sentido, pode-se dizer que a linguagem nasce do ritmo ou, pelo menos, que todo ritmo implica ou prefigura uma linguagem. O ritmo não é apenas o elemento mais antigo e permanente da linguagem, como também não é difícil que seja anterior à própria fala.

É sabido que a comunicação imediata entre duas pessoas se dá pela palavra e pelo gesto. O ritmo e palavras estão intimamente ligado com a musica, com a poesia e a dança como formas de expressão primeira da humanidade. Sem dúvida a linguagem é um prolongamento do ser humano, uma extensão que faz parte da condição humana que se acenta de maneira consciente ou não no corpo e na consciência. E se articula por meio da fala, do escrito e da escrita, parafraseando Barthes.

Conclamam alguns estudiosos que houve um tempo na historia humana não havia distância entre a linguagem e as coisas, pois atribuir um nome e criar o real faziam parte do mesmo processo. Outros acrescentam que somente mais tarde, com o surgimento da “ironia”, como forma reflexiva, separou-se a fala do seu sentido, abrindo assim, espaço para as questões da verdade e da falsidade das palavras.

No entanto, o que aproxima ritmo e palavra? Qual a relação de tão intima entre um fenômeno e outro? Qual sua relação com o processo criativo e as linguagens artistiscas? O que liga este dois aspectos no fazer cultural? Como estabelecem relação e interagem um signo linguistico e o fenomemo ritmico? O que o ritmo tem de proximidade com o mundo da palavra? Creio que muitos poetas e literata, filósofos, filólogo e cancionistas já tenham se debruçado sobre esta questão.

“Ai, palavras, ai, palavras.

Que estranha potência, a vossa!

Ai, palavras, ai, palavras.

Sois de vento, ides no vento,

No vento que não retorna,

E, em tão rápida existência,

Tudo se forma e transforma!”

(Cecilia Meireles)

OBJETIVO:

Apresentar a proposta a ser trabalhada com exposição bibliográfica; apreciação de materiais relacionados à temática em vídeos e catálogos.

Promover uma consciência rítmica associando o ritmo e a palavra propondo a criação coletiva e a historia pessoal dos participantes como metáfora do mundo: como potencia poética e a narrativa das biografias.

– Propor dinâmicas envolvendo ritmo e palavra – noção de interface. Jogos rítmicos: o ritmo como objeto de linguagem – utilização do corpo como parte constitutiva da obra. Jogos textuais: a palavra enquanto elemento de expressão critica – a palavra enquanto potência para a criação artística.

-Propor a construção de materiais textuais e corporais; elaboração de manifestações artísticas envolvendo a palavra e o ritmo.

– Propor o compartilhamento – redes de interação – Viabilização de intercâmbio entre artistas, críticos, pesquisadores, estudantes e comunidade em geral. Reflexão sobre as múltiplas possibilidades do alargamento das referências envolvendo Literatura e musica.

– Contribuir para a construção de conhecimentos no que se refere a linguagem rítmica dentro do universo da arte contemporânea.

Obras que serão referencia para este trabalho

Os cem melhores  contos brasileiros

– ITALO MORICONI

50 contos de Machado de Assis

– selecionado por John Gledson

O prazer do texto

– Roland Barthes

Grão da voz

– Roland Barthes

A semiologia

– Perre Guiraud

Os sentidos da paixão

– Companhia das letras

O ser e o tempo da poesia

– Alfredo bossi

Dicionário de rimas da língua portuguesa

– Jose augusto fernades

Esse Oficio do Verso

– JORGE LUIZ BORGES

Ezra Pound

– Abc da literatura

ORIKI ORIXA

– Antonio risério

O que é  comunicação poética

– Décio Pignatari

O arco e a lira

– Octavio paz

Corpoletrado

– Babilak Bah

Antonio cândido

– O estudo analico do poema

Paul Zunthor

– A letra e a voz.

O que é poesia ed confraria do vento

– Organização: edson cruz

A  língua mina-jeje no Brasil

– Yeda pessoa de catro

Mitologia dos orixás

– Reginaldo Prandi

A de escrever

– SCHOPENHAUER

 

 

Oficina no festival de São João Del Rei