Archive for the Poesia Category

O real é o lugar do sonho.

Posted in Poesia on agosto 22, 2011 by babilakbah

O real é o lugar do sonho.

 

O sonho habita as distancias

Toda as distancias é um lugar  próximo

Próximo de lugar nenhum

me aproximo do lugar de todos

Tudo aqui é sonho

É aproximação, sonho.

Assombração.

O real é o lugar do sonho

Onde todos vive as distancias

Onde está a vida?

Onde está os homens?

As crianças é o sonho do ontem

Salve os sonhos.

A distancia é um lugar onde os olhos não se encontram.

Me encontro em tudo.

O real é o lugar do sonho

A distancia está como percebemos a Estrada e o sonho.

 

 

A poesia sem pele de Lau Siqueira

Posted in Poesia on junho 26, 2011 by babilakbah

A poesia sem pele de Lau siqueira

Todos nós sabemos da dificuldade da crítica

em acompanhar os avanços do fenômeno poético

no tempo e no espaço da vida criativa brasileira.

Particularmente, sou categórico, não acredito em critica em

que aja vinculo entre o critico e o poeta.

sendo uma recorrência da poesia contemporânea

na qual amigos só escrevem sobre os “amigos”.

E realizam uma critica de fast food,

Assim como não tenho fé em concurso de poesia

onde encontramos membros da comissão julgadora

com o premiado brindando nos bares da vida a “ética e a linguagem”

E sob a temperatura do brinde anunciam a poesia campeã.

Outra fatalidade que assombra nossos concursos.

Corro risco ao escrever sobre a “Poesia Sem Pele

“me acostumei

mirar de frente

os precipícios”

Trata-se do quinto livro de poesia do poeta Lau Siqueira.

Nascido em jaguarão – RS, radicado

há anos na Paraíba.  no entanto,

o poeta constrói uma poética

com uma simplicidade monumental.

Uma poesia marcada pelo minimalismo pujante

tornando-se um jogador de formas e sensações.

Hábil pesquisador de historias não vividas.

Sentida na pele, irrompendo o osso da palavra.

Cada pele tem sua memória e sua inscrição.

Escreve poemas

que busca na palavra a dimensão do átomo

o silencio extremo/por detrás de cada fato.

A poesia de Siqueira escapole ao bizarro,

ao excesso da experimentação, não se entrega de imediato,

portanto, vai logo no ponto, ao “útero da pele”

invade a superfície do Eu poético

com seu tom econômico e sucinto,

traz tatuado uma mensagem poética

portadora de inúmeros códigos

mastigando palavras sem medo de transbordar.

Constrói sua obra numa tecelagem geográfica erguida

entre Paraíba e Porto Alegre, habita o estado em que,

o que lhe encanta são as invisibilidades.

“Isento das alegrias fúteis e tristezas dispensáveis”.

Poesia Sem Pele, vive o desamparo das horas,

esculpida no corpo da linguagem, tecida sob o signo do abismo

talhada sobre o corpo da escrita

que conhece a travessia da insônia.

Através do osso do oficio: a letra em carne crua.

Dialoga com Bandeira em seu verso de critica social:

fala da fome do homem: fome que não é só de comida.

Poesia Sem Pele, entende a idade do mundo:

“viver implica sentir profundo a delicadeza”

Assim como o pássaro está alem do pássaro,

O poeta não está alem do homem, ambos usam máscaras

e jogam com os  artifícios da existência. Em analogia constata:

O poeta é o lobo do homem, poeta talvez, seja a presa da poesia.

Neste confronto até a última silaba. Sente a tempestade colhida.

Sobre a escritura da pele, guarda memória de instantes invisíveis.

Citado por críticos e escritores em diversos estados e até fora do país, Lau Siqueira tem poemas traduzidos em diversos idiomas. Foi um dos poetas publicados Na antologia “Na virada do século – poesia de invenção no Brasil”, lançada pela Editora Landy (SP),

Neste seu recente livro que vem lançando nas maiores capitais do Brasil,

Poesia Sem Pele, se expõe, na certeza de que a vida baila em disfarces

Babilak Bah

Enxadigma: Expressão Radical!!!

Posted in Poesia on outubro 23, 2009 by babilakbah

Numa certa tarde, o telefone de minha residência toca, vou atender, tenho uma grande surpresa, é o musico flautista Mauro Rodrigues, curador do Projeto “Música de Domingo” importante projeto para musica instrumental brasileira, sobretudo, um espaço educativo, de ampliação de sentidos e formação de platéia. Rodrigues convida-me para uma apresentação, confesso, fiquei super emocionado, com uma proposta de fazer um show no Respectivo projeto, na qual assisti ali grandes músicos e aprendi como publico, presenciei belas aulas musicais agora em formato de espetáculo entretanto, me via com uma responsabilidade de realizar uma performance exuberante; exibir uma genialidades fora de serie,demonstrar conhecimento musicais e uma técnica apuradíssima, ou seja me vestir de um semideus. Mas tomei o caminho dos mortais, e pensei comigo e minhas enxadas: “E ai o que será de nós ao penetrar o Panteão dos dinossauros da musica “? Fiquei um tanto apavorado numa agitação fora do normal, no entanto, Felicíssimo, entendi que havia pela frente mais um desafio, uma conquista relevante com a Possibilidade de mostrar minha subjetividade, sendo assim, uma experiência inesquecível para qualquer artista ter uma oportunidade de apresentar seu trabalho em um projeto de tamanha envergadura.

E diante de tal desafio: “arregacei as mangas e fui atrás do meu que era“Trabalhei na perspectiva de um bom resultado, passaram-se os meses, e chegou o dia do espetáculo. Eis o show ai gente. E no terceiro chamado tive que encarar o publico e minha verdade, entrei no palco munido de meu Berimboca, como sempre, a partir daquele momento tudo transcorreu de forma fluente e ritmado, um público razoável compareceu ao teatro, guardando um respeitoso silencio assustador, parecia-me uma secção de esoterismo, uma platéia de olhos e ouvidos atentos, prestando atenção em tudo e nos acontecimentos sonoros na tentativa de decifrar as narrativas timbricas, degustar as novas sonoridades, desta forma vibra, aplaude, participa, intervém, dança, Interage com uma poética musical que ali se colocava aprova, os músicos que se apresentavam comigo como Leornado Brasilino, Johnny Herno e Gladson Braga estavam numa concentração fabulosa uma comunicação fantástica, tudo transcorria numa harmonia de gestos, olhares, cumplicidade e respeitos, a musica que nascera ali, nos embalava numa dança rítmica e polifônica, timbres eletrônicos e notas complexas que jorravam dos instrumentos numa correnteza de Improvisos e harmonia modais em um quadrado sonoro onde, enxadas, trombone, zabumbas e módulos eletrônicos dialogavam sem hierarquia, tudo Sintonia Fina numa profunda radicalidade, irmanando comprometimento com o espectro sonoro e expressão numa revelação simbólica onde a metáfora soa como um discurso ardente, contaminado pela lâmina que Corta a Alma, transcendendo a carne, promovendo uma escuta diferenciada e apuração de sentidos.

O show foi bastante significativo, trazia um clima de nostalgia:  Exatamente há 9 anos naquele teatro eu havia finalizado a primeira oficina Enxadário: Orquestra de Enxada, realizando uma apresentação como contrapartida para prefeitura de Belo Horizonte, com uma exposição multimídia: Demonstração de vídeo, fotografia e exposição de depoimentos não saguão do Teatro, esta coincidência, foi impactante, inclusive, ressaltei, minha emoção para o publico presente, declarei meu amor pela cidade, uma satisfação em está realizando aquele show, revelei minha afriçao quando Tocava em Belo Horizonte.

Vale ressaltar o Empenho dos curadores. O Tide super atencioso e exigindo o melhor da equipe, o pessoal da técnica toda envolvida com uma proposta do evento, uma equipe profissional de som, tudo dentro dos conformes, passagem de som tranqüila, todos trabalhando numa felicidade contagiante, isto refletiu no aspecto positivo do espetáculo, infelizmente, só a iluminação, pareceu-me um pouco improvisada, sem trazer nenhum prejuízo para o Brilhantismo do espetáculo.

E por fim,  quem compareceu naquela manhã de Domingo, prestigiou o novo projeto intitulado de ENXADIGMA: Sendo uma fusão rítmica de sinergia, Enxadas, trombone e Linguagem Eletrônica. Ali se Inaugurou um novo momento na minha trajetória artística, principio de um longo trabalho de pesquisa que se lança no universo da invenção, presenciou-se a afirmação de uma linguagem de caráter experimental, percebeu-se uma ruptura com a visão hegemônica de uma musica pautada em um eixo tonal, deleitou-se com um trabalho polissêmico hibrido, intersemiótico e polifônico, trabalho de criação acenando para uma expressão radical, um gesto poético pulsando em direção a vida, demonstrando portanto, existência longa, maturidade, Viva o enxadigma outra sonora subjetividade.

Poesia de Babilak Bah

Posted in Poesia on setembro 16, 2009 by babilakbah

  Vôomiragem - Livro de 2004

Vôomiragem - Livro de 2004


Corpoletrado

O livro “Corpoletrado” é o quarto livro de poesia de Bah que escreve sobre o corpo e suas interfaces, além de um trabalho de colagens de letras sobre estruturas de manequins, entre outros suportes.

Curacoes

O vídeo “Curacoes”| é um documentário cujo tema é uma discussão poética sobre o cú e o coração a partir de entrevistas com poetas, artistas e pessoas de várias cidades brasileiras.

Poesia na Praça Sete

Posted in Poesia on setembro 16, 2009 by babilakbah

Poesianapraça7

POESIA NA PRAÇA SETE

O maior desafio da poesia continua sendo o de estar a serviço da vida e da humanidade. O projeto Poesia na Praça Sete visa promover a poesia para as pessoas que freqüentam a Praça Sete de Setembro em Belo Horizonte, para as que circulam constantemente pelo centro da capital mineira e que pouco têm tempo ou acesso a arte poética.
A poesia é abordada através das aulas públicas de poesia, oficina de xilogravura,intervenções e performances poéticas, música sócio – educativa poética, varais de poesia, exposições poéticas e uma cesta literária com vários títulos, os quais poderão ser consultados pelos interessados.

As Intervenções poéticas são realizadas por poetas, das nove regionais de Belo Horizonte, os quais residem no centro da capital, em bairros, vilas e favelas. Todos são atuantes no meio poético/cultural da capital e/ou em suas comunidades, possuem  trabalhos publicados em livros/jornais ou revistas e outros meios de divulgação, ou não.

OBJETIVOS

– Trabalhar a sensibilidade do cidadão e popularizar a poesia;

– Valorizar e incentivar os “talentos poéticos”, dos bairros, vilas e favelas das nove regionais de BH, contribuindo para a inserção dos mesmos nas manifestações poéticas que acontecem na capital mineira;

– Oferecer aos freqüentadores da Praça Sete de Setembro e aos cidadãos que circulam pelo centro da capital mineira, momentos de pura  arte poética e oportunidade de participação através das aulas públicas/populares de poesia;

– Promover a inclusão e o gosto pela poesia. Uma  contribuição oferecida à cultura popular.

http://www.poesianapracasete.com/